As pesquisas sobre educação no Brasil indicam que a matemática tem sido uma pedra no sapato dos estudantes.  Isso porque eles não conseguem ver aplicabilidade no dia-a-dia.  O sistema educacional está em falta cada vez mais com os estudantes, e isso se explica pela falta de perfis STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Os jovens precisam ver alguma utilidade nos conteúdos que são ensinados com o uso da matemática: ter habilidade para diferenciar uma boa aplicação financeira ou o ceticismo suficiente para questionar as estatísticas divulgadas pelo Governo. A falta de motivação é uma das grandes tragédias da matemática, segundo Wolfran, um físico que ficou conhecido por apostar no fim dos cálculos à mão.

Para Wolfram “80% do que se aprende nas aulas de matemática não serve para nada”. É dele a afirmação de que "há alguns casos em que é importante fazer cálculos à mão, mas estas são pequenas frações de casos. O resto do tempo você deve assumir que os alunos devem usar um computador como todos fazem no mundo real. A matemática escolar está muito desconectada da matemática usada para resolver problemas no mundo real". Em 2009, ele falou sobre reforma educacional na Conferência TEDx, no Parlamento da União Europeia e novamente no TED Global 2010, onde argumentou que "as matemáticas deveriam ser mais práticas e mais conceituais, mas menos mecânicas" e que "Cálculo é a maquinaria da matemática - um meio para um fim."

Por também acreditar nisso, o Estúdio Par ou Ímpar criou dois jogos - um digital (LEGAUSS) e outro físico (MAIS OU MENOS) - que trabalham a aritmética básica de um jeito bem divertido e dinâmico. É a matemática tratada de uma forma mais atraente e aplicável ao cotidiano. Que tal experimentá-los? Faça o teste. Com eles calcular nunca foi tão divertido!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/30/economia/1509378342_617037.html?id_externo_rsoc=FB_CC, acesso em nov.2017.

BURTON, David M. ELEMENTARY NUMBER THEORY. Revised Printing University of New Hampshire Allyn and Bacon, Inc. Boston•London•Sydney•Toronto, 1980.

VYGOTSKY. Lev Semenovitch. A formação da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

 

Alguns estudiosos da psicanálise e da neurociência defendem a tese de que um bom acolhimento quando criança refletirá em sujeitos adultos mais benevolentes e empáticos. Biaggi (2017) psicanalista e Monja Zen Budista revela que essa ação, a de acolher com carinho promove um processo maturacional e produz a capacidade de se preocupar, de se importar ou se envolver e se responsabilizar pelas próprias ações.

Quando o ambiente falha no atendimento das primeiras necessidades maturacionais do bebê, podem surgir perturbações na capacidade de dar sentido existencial de forma criativa e espontânea, resultando na impotência diante das relações interpessoais e nas doenças relacionais. “O atendimento das necessidades nas fases iniciais assegura uma série de conquistas como o altruísmo. As falhas do ambiente nessas fases levam o bebê à perda da capacidade de existir no mundo e de ser algum que enxerga algum. Se ele não for concernido no seio materno não irá desenvolver o sentimento de existir”. Ela ainda cita Winnicott: ‘Quando olho e sou visto, logo existo’. É preciso do ambiente facilitador para desenvolver a compaixão.’

Entenda-se aqui, compaixão como sendo o sentimento de ser e de se tornar útil. Práticas contemplativas como um bom bate papo, o diálogo, as conversas de bar, a meditação, exercícios físicos, a aplicação de jogos em família... tudo isso auxilia, conforme defende a neurociência, com que o sujeito estabeleça os vínculos positivos com seus semelhantes. E se isso não acontece em casa, é preciso que as relações no trabalho e principalmente, na escola sofram mudanças.

O amor incondicional que advém da compaixão pode ser ensinado na escola, sem o piegas da flagelação pela dor e da piedade, porque a “compaixão e o altruísmo são respostas pluridimensionais e incluem a bondade, a empatia, a generosidade e a aceitação.”

As escolas podem desenvolver a compaixão por meio da literatura, das artes, no currículo das matérias comuns, matemática, ciências e, pela própria pedagogia incluindo todos os alunos e ajudando-os a entender os obstáculos desiguais que alguns deles enfrentam, seja por questões econômicas ou incapacidades físicas ou psicológicas. Nas escolas públicas, os valores centrais da sociedade, expressos nas leis e na constituição devem ser focados conforme bem menciona Nussbaum (2001). A participação faz com que as pessoas percebam o mundo a sua volta e permite que se vejam como parte de algo maior que o universo íntimo de cada um.

Nós, do Estúdio Par ou Ímpar, recomendamos o Jogo Segue como ferramenta de contemplação. Ele permite aos jogadores o diálogo e a elaboração de soluções para os problemas cotidianos que afetam todos. A escuta, a fala e a percepção do outro, são sentidos muito importantes para a construção do altruísmo, que pode ser considerado um passo à frente da compaixão, de acordo com Nussbaum (Op.cit). Essas sensações poderão ser encontradas no Jogo Segue. Experimente-o!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRA, Bernardo. A fortuna e os limites do humano. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.27, nº 78, São Paulo, Fev. 2012.

 https://mkmassoterapia.com.br/blog/saude/compaixo-quando-o-amor-incondicional-pode-mudar-as-vidas-de-todos/ acesso em jan.2018.

NUSSBAUM, Martha. The fragility of goodness: luck and ethics in greek tragedy and philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.