Distúrbios de games é a nova patologia que será incluída na 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID). Os especialistas em uso da tecnologia reconhecem os benefícios dessa decisão, porém advertem para que não caiamos na ideia de que todo mundo precisa ser tratado e medicado. Alguns pais podem pensar que seus filhos têm problemas, quando, na verdade, eles sejam apenas 'empolgados' jogadores de videogame.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o vício só será diagnosticado como distúrbio mental a partir do momento em que alguém, qualquer que seja, "preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida". E não duvide que isso exista. Há clínicas em outros países, com funções específicas para tratamento deste distúrbio.

Em estudo recente a Universidade de Oxford sugere que, apesar de as crianças, no geral passarem cada vez mais tempo na frente das telas, isso não necessariamente representa vício. Na maioria dos casos, a tecnologia tem sido usada para apoiar outras atividades, como tarefas de casa, por exemplo, e não excluindo essas atividades das vidas das crianças.

Nas escolas em que o uso desse aporte pedagógico é utilizado com mais frequência é necessário treinamento aos educadores para detecção de possíveis vícios nessa seara.  A tarefa é árdua porque requer atenção e o acompanhamento psicopedagógico contínuo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BATISTA, Mônica de Lourdes Souza; QUINTÃO, Patrícia Lima e LIMA, Sérgio Muinhos Barroso. Um Estudo sobre a Influência dos Jogos Eletrônicos sobre os Usuários. Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery http://re.granbery.edu.br Curso de Sistemas de Informação - n. 4, jan/ jun. 2008.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42545208, acesso em jan.2018.

 

Nos Estados Unidos é comum pais alfabetizarem seus filhos em casa. Nos primeiros dias deste ano, a polícia norte-americana recebeu a denúncia de um casal que mantinha em cárcere 13 filhos, todos acorrentados. No diretório escolar do Estado da Califórnia, a casa em que vivem, encontra-se registrada como colégio particular.

O aumento da preocupação com a violência nas escolas norte-americanas, desde 1999 após o massacre de Columbine, no Colorado, tem oportunizado a criação de programas em que, especialistas são treinados para detectarem alunos e professores com potencial violento. Esses grupos, denominados Equipe de Avaliação de Ameaças em Escolas (START), avaliam os riscos de possível violência em escolas e ajudam em casos emergenciais.

Cabe ao START avaliar se há um risco real - e identificar problemas emocionais que possam culminar em atos de violência - ou se o estudante ou o professor, está simplesmente enfrentando problemas, como bullying e tentando chamar a atenção.

Cria-se um calendário de visitas às escolas e aos lares, além de roteiros de conversas com as famílias, para compreender o histórico em que vivem os possíveis agressores.

Um dos trunfos do programa é o fato de compartilhar informações entre policiais, equipes de saúde e escolas. As instituições de ensino recebem treinamento anual do START para identificar ameaças e avaliar riscos.

No Brasil, as questões que envolvem o bullying e a violência dentro das escolas ainda dependem dos esforços da equipe escolar, professores, diretores, auxiliares e etc. A promulgação da Lei 13.185 (BRASIL. 2015), como tentativa de inibir esse tipo de criminalidade, tem, quando muito, obrigado as instituições de ensino e clubes a adotarem medidas de prevenção ao bullying.

O interessante é que o art. 6º desta mesma lei (Op.cit.), há menção de que “serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações”.

Pergunta-se: Onde e quando têm sido publicados esses dados? Que ações têm sido planejadas? Quem participa do processo de planejamento? E, de onde vem os recursos para aplicação desta Lei.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. LeiI nº 13.185, de 6 de novembro. Brasília: Diário Oficial da União, 2015.

https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/332954518/o-massacre-de-columbine, acesso em jan. 2018.

https://veja.abril.com.br/especiais/o-mapa-da-violencia-armada-nos-eua/acesso em jan.2018.