Nos Estados Unidos é comum pais alfabetizarem seus filhos em casa. Nos primeiros dias deste ano, a polícia norte-americana recebeu a denúncia de um casal que mantinha em cárcere 13 filhos, todos acorrentados. No diretório escolar do Estado da Califórnia, a casa em que vivem, encontra-se registrada como colégio particular.

O aumento da preocupação com a violência nas escolas norte-americanas, desde 1999 após o massacre de Columbine, no Colorado, tem oportunizado a criação de programas em que, especialistas são treinados para detectarem alunos e professores com potencial violento. Esses grupos, denominados Equipe de Avaliação de Ameaças em Escolas (START), avaliam os riscos de possível violência em escolas e ajudam em casos emergenciais.

Cabe ao START avaliar se há um risco real - e identificar problemas emocionais que possam culminar em atos de violência - ou se o estudante ou o professor, está simplesmente enfrentando problemas, como bullying e tentando chamar a atenção.

Cria-se um calendário de visitas às escolas e aos lares, além de roteiros de conversas com as famílias, para compreender o histórico em que vivem os possíveis agressores.

Um dos trunfos do programa é o fato de compartilhar informações entre policiais, equipes de saúde e escolas. As instituições de ensino recebem treinamento anual do START para identificar ameaças e avaliar riscos.

No Brasil, as questões que envolvem o bullying e a violência dentro das escolas ainda dependem dos esforços da equipe escolar, professores, diretores, auxiliares e etc. A promulgação da Lei 13.185 (BRASIL. 2015), como tentativa de inibir esse tipo de criminalidade, tem, quando muito, obrigado as instituições de ensino e clubes a adotarem medidas de prevenção ao bullying.

O interessante é que o art. 6º desta mesma lei (Op.cit.), há menção de que “serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações”.

Pergunta-se: Onde e quando têm sido publicados esses dados? Que ações têm sido planejadas? Quem participa do processo de planejamento? E, de onde vem os recursos para aplicação desta Lei.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. LeiI nº 13.185, de 6 de novembro. Brasília: Diário Oficial da União, 2015.

https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/332954518/o-massacre-de-columbine, acesso em jan. 2018.

https://veja.abril.com.br/especiais/o-mapa-da-violencia-armada-nos-eua/acesso em jan.2018.

 

As pesquisas sobre educação no Brasil indicam que a matemática tem sido uma pedra no sapato dos estudantes.  Isso porque eles não conseguem ver aplicabilidade no dia-a-dia.  O sistema educacional está em falta cada vez mais com os estudantes, e isso se explica pela falta de perfis STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Os jovens precisam ver alguma utilidade nos conteúdos que são ensinados com o uso da matemática: ter habilidade para diferenciar uma boa aplicação financeira ou o ceticismo suficiente para questionar as estatísticas divulgadas pelo Governo. A falta de motivação é uma das grandes tragédias da matemática, segundo Wolfran, um físico que ficou conhecido por apostar no fim dos cálculos à mão.

Para Wolfram “80% do que se aprende nas aulas de matemática não serve para nada”. É dele a afirmação de que "há alguns casos em que é importante fazer cálculos à mão, mas estas são pequenas frações de casos. O resto do tempo você deve assumir que os alunos devem usar um computador como todos fazem no mundo real. A matemática escolar está muito desconectada da matemática usada para resolver problemas no mundo real". Em 2009, ele falou sobre reforma educacional na Conferência TEDx, no Parlamento da União Europeia e novamente no TED Global 2010, onde argumentou que "as matemáticas deveriam ser mais práticas e mais conceituais, mas menos mecânicas" e que "Cálculo é a maquinaria da matemática - um meio para um fim."

Por também acreditar nisso, o Estúdio Par ou Ímpar criou dois jogos - um digital (LEGAUSS) e outro físico (MAIS OU MENOS) - que trabalham a aritmética básica de um jeito bem divertido e dinâmico. É a matemática tratada de uma forma mais atraente e aplicável ao cotidiano. Que tal experimentá-los? Faça o teste. Com eles calcular nunca foi tão divertido!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/30/economia/1509378342_617037.html?id_externo_rsoc=FB_CC, acesso em nov.2017.

BURTON, David M. ELEMENTARY NUMBER THEORY. Revised Printing University of New Hampshire Allyn and Bacon, Inc. Boston•London•Sydney•Toronto, 1980.

VYGOTSKY. Lev Semenovitch. A formação da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.