Possui três dimensões de aprendizagem:

  1. Aprendizagem Emocional
  2. Design
  3. Conteúdo

Possui seis princípios básicos:

  • Bem-estar e inteligência emocional
  • Pensamento crítico
  • Complexidades
  • Metodologia
  • Design e inovação
  • Tecnologia e ferramentas inteligentes

Possui currículo baseado no seguinte sistema matemático:

x = jogos + recursos pedagógicos da rede pública / currículo

Onde: x = Q2L

Apresenta cinco palavras-chaves para aprendizagem:

  • Sistema do pensamento.
  • Design do jogo.
  • Recursos para desenvolver a inteligência.
  • Produção significativa.
  • Brincadeiras.

Quer saber a resposta?

Visite o site http://www.q2l.org/ e descubra isso e muito mais.

 

Alguns estudiosos da psicanálise e da neurociência defendem a tese de que um bom acolhimento quando criança refletirá em sujeitos adultos mais benevolentes e empáticos. Biaggi (2017) psicanalista e Monja Zen Budista revela que essa ação, a de acolher com carinho promove um processo maturacional e produz a capacidade de se preocupar, de se importar ou se envolver e se responsabilizar pelas próprias ações.

Quando o ambiente falha no atendimento das primeiras necessidades maturacionais do bebê, podem surgir perturbações na capacidade de dar sentido existencial de forma criativa e espontânea, resultando na impotência diante das relações interpessoais e nas doenças relacionais. “O atendimento das necessidades nas fases iniciais assegura uma série de conquistas como o altruísmo. As falhas do ambiente nessas fases levam o bebê à perda da capacidade de existir no mundo e de ser algum que enxerga algum. Se ele não for concernido no seio materno não irá desenvolver o sentimento de existir”. Ela ainda cita Winnicott: ‘Quando olho e sou visto, logo existo’. É preciso do ambiente facilitador para desenvolver a compaixão.’

Entenda-se aqui, compaixão como sendo o sentimento de ser e de se tornar útil. Práticas contemplativas como um bom bate papo, o diálogo, as conversas de bar, a meditação, exercícios físicos, a aplicação de jogos em família... tudo isso auxilia, conforme defende a neurociência, com que o sujeito estabeleça os vínculos positivos com seus semelhantes. E se isso não acontece em casa, é preciso que as relações no trabalho e principalmente, na escola sofram mudanças.

O amor incondicional que advém da compaixão pode ser ensinado na escola, sem o piegas da flagelação pela dor e da piedade, porque a “compaixão e o altruísmo são respostas pluridimensionais e incluem a bondade, a empatia, a generosidade e a aceitação.”

As escolas podem desenvolver a compaixão por meio da literatura, das artes, no currículo das matérias comuns, matemática, ciências e, pela própria pedagogia incluindo todos os alunos e ajudando-os a entender os obstáculos desiguais que alguns deles enfrentam, seja por questões econômicas ou incapacidades físicas ou psicológicas. Nas escolas públicas, os valores centrais da sociedade, expressos nas leis e na constituição devem ser focados conforme bem menciona Nussbaum (2001). A participação faz com que as pessoas percebam o mundo a sua volta e permite que se vejam como parte de algo maior que o universo íntimo de cada um.

Nós, do Estúdio Par ou Ímpar, recomendamos o Jogo Opina como ferramenta de contemplação. Ele permite aos jogadores o diálogo e a elaboração de soluções para os problemas cotidianos que afetam todos. A escuta, a fala e a percepção do outro, são sentidos muito importantes para a construção do altruísmo, que pode ser considerado um passo à frente da compaixão, de acordo com Nussbaum (Op.cit). Essas sensações poderão ser encontradas no Jogo Opina. Experimente-o!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRA, Bernardo. A fortuna e os limites do humano. In Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.27, nº 78, São Paulo, Fev. 2012.

 https://mkmassoterapia.com.br/blog/saude/compaixo-quando-o-amor-incondicional-pode-mudar-as-vidas-de-todos/ acesso em jan.2018.

NUSSBAUM, Martha. The fragility of goodness: luck and ethics in greek tragedy and philosophy. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.