Estudio Par ou Ímpar

Em novembro passado, o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório sobre as diferenças de oportunidades para homens e mulheres em 144 países, e o Brasil posicionou-se como pior colocado entre as economias da América Latina.

As estimativas consideram que serão necessários 95 anos para se atingir plena igualdade no Brasil. Outros dados interessantes abstraídos deste relatório apontam para algumas conquistas da mulher no Brasil - melhor desempenho escolar e eficiência nas áreas de saúde e educação. O triste para o sexo feminino é a pequena representatividade política, além dos baixos salários ofertados pelo mercado de trabalho.

Infelizmente há, na maior parte dos países, a percepção geral de que a mulher deva cuidar da família. É consenso, não pactuado cientificamente, de que o movimento da mulher para o mercado de trabalho, piore a qualidade da educação e aumente a violência.

“É necessário mudar as percepções. Diversidade precisa ser vista como um motor para crescimento, propiciando investimento maior em infra- estruturas de cuidado. Mulheres de alta renda conseguem pagar para ter ajuda para as crianças e os idosos. No caso das camadas intermediárias e baixas da sociedade, essas responsabilidades recaem sobre as mulheres, o que as impede de trabalhar. É necessário oferecer a elas uma rede de apoio social que as liberte para o trabalho". (2017. Global Gender Gap)

O Estúdio Par ou Ímpar acredita que a escola deva fazer parte dessa rede de apoio social. Para nós é importante que a educação pare de reproduzir em seus conteúdos programáticos, modelos nos quais ‘Luluzinha não frequente o clube do Bolinha’, porque é fora de moda. Não existem atividades que são realizadas só por mulheres e aqueles que sejam só de homens.

Aliás, a criação da Lulu em 1930, uma menina sapeca, que ficou conhecida no mundo todo por conta de suas irreverentes travessuras, sempre acompanhada de seu amigo Bolinha, é um bom exemplo de que a diversidade pode caminhar lado a lado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BUELL, Marjorie Henderson. Luluzinha - Aventuras com Bolinha Quadrinhos- Clássicos dos Anos 1940 e 1950. São Paulo: Ediouro, 2013.

http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2016/ acesso em jan. de 2018.